quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O modo para se amar qualquer coisa é perceber que ela pode ser perdida...

-Não podes me abandonar simplesmente. Sempre fomos um e eu sempre te pertenci. Amo-lhe além das palavras e sempre disse isso à você! Como podes não acreditar em mim, depois de tantos “eu te amo” que te disse, depois de tanto compartilharmos um mesmo espaço?

-Deixei de acreditar em você, por que os "eu te amo" que proferistes, deixou de ser sincero, assim como o que um dia você jurou sentir...

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Que assim seja...

(Que todos nós tivessemos essa consciência)


"Na fé, eu sou capaz de me dizer,com amorosa humildade,que grande parte das vezes eu não sei o que é melhor para mim. Eu não sei, mas Deus sabe. Eu não sei, mas minha alma sabe. Então, faço o que me cabe e entrego, mesmo quando, por força do hábito, eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga: “Tomara que as nossas vontades coincidam”. Faço o que me cabe e confio que aquilo que acontecer,seja lá o que for, com certeza será o melhor, mesmo que algumas vezes, de cara,eu não consiga entender".



{Ana Jácomo}

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009


Os sapatos envelhecem juntos. Eles se igualam com o uso. Não há maior, nem menor. Adquirem a bondade da experiência. A generosidade da estrada.


E cheguei à conclusão de que o amor do amor é estar junto em qualquer região da linguagem.

Linguagem é mais do que lugar. Linguagem cria o lugar.

É a capacidade de dizer qualquer coisa para sua companhia e não ser classificado de grosseiro, deslocado, ridículo.

Não enfrentar uma revista ao embarcar para a viagem pelas vogais. Não ser indiciado. Desfrutar da confiança da observação e da amizade espirituosa.

Ser compreendido no ato. Ou antes mesmo.

Levar alguém para todo o país de sua imaginação.

Intimidade de olhar para a boca mais do que para os olhos, como dois apaixonados aguardando o beijo.

Quando posso ser sarcástico, debochado, pornográfico, poético, ingênuo, idiota, cínico, crédulo com uma mulher e não preciso me explicar, traduzir e pedir desculpa. E ainda parecer genuíno. E ainda parecer engraçado. E ainda parecer justo. E ainda parecer ousado.

Ser estimulado a não mentir.

Ser vários, e não perder a unidade. Ser muitos, e não perder o endereço.

Há algo mais vexatório do que brincar e outra pessoa permanecer séria? Estar se divertindo e ser julgado? Propor relações inesperadas e ser encaminhado para o chat de tortura?

Amor do amor é quando deixamos a expectativa pela esperança. Deixamos de repetir o que ela ou ele deseja ouvir, para se contentar com o que ouvimos. É uma imensa falta dentro da presença, uma imensa concordância dentro da discordância.

O amor é o contexto para aquilo que não tem explicação. O amor é sempre contexto para pensamentos desconexos, palavras excitadas.

Amor do amor é quando não nos envergonhamos de nada. Não há medo de dizer, pensar, errar. Quando o nosso pior continua sendo o melhor para quem nos acompanha.



Carpinejar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O amor maduro

O amor maduro não é menor em intensidade.

Ele é apenas quase silencioso. Não é menor em extensão.
Não carece de demonstrações:
presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes.


O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo.
Mas vive dos problemas da felicidade.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.
O amor maduro não disputa, não cobra,
pouco pergunta, menos quer saber. Teme, sim.
Porém não faz do temor argumento.
Basta-se com a própria existência.
É o sentimento que se manteve mais forte depois
das epidemias de ciúme, controle ou agressividade.


O amor maduro é a valorização do melhor do outro
e a relação com a parte salva de cada pessoa.
Ele não pede, tem. Não reivindica, consegue.

O amor maduro não precisa de armaduras, coices, cargos
iluminuras, enfeites, papel de presente, flâmulas, hinos,
discursos ou medalhas:
vive de uma percepção tranqüila da essência do outro.
Deixa escapar a carência sem que pareça paupérrima.
Demonstra a necessidade sem que pareça voraz.
Define uma dependência sem que se manifeste humilhante.


É feito de compreensão, música e mistério.


É a forma sublime de ser adulto


e a forma adulta de ser sublime e criança


 
Desconheço a autoria.

Abri um velho album de fotografia, procurando por mim. Foi inutil a procura, não me encontrei naquele retrato antigo... Os meus olhos a muito não tem aquele brilho, a minha pele, já não é mais tão aveludada. As minhas mãos já deixaram de conhecer caminhos... Enfim, foi uma procura inutil, pois aquela de antes, não é a mesma de hoje...

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sábado, 12 de dezembro de 2009


Dois capacetes jaziam por sobre a mesa de jantar, mas mesmo assim sabia que havia partido, sem deixar ninguém para acender a luz ou trancar a casa.




Será sempre jovem na minha lembrança. Em nosso registro interno não constará nenhuma forma de briga ou desavença, e nunca me verá velha e doente. Nunca morrerei para você.


Texto retirado de: http://invasoesgermanicas.blogspot.com/

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009



Depois de procurar pelo amor próprio, procure por um homem que te faça rir com as coisas mais comuns da face da terra. Que te prenda durante horas e horas, com conversas sobre os mais variados assuntos. Que preste atenção enquanto você fala, e que discorde de você, de vez enquando. Que atenda rindo a tua ligação no meio da noite. Que valorize a tua companhia acima de tudo, não importando onde vocês estejam.E por fim, não procure pelo que agrada os olhos. Os bonitões sempre dão dor de cabeça, e logo você percebe que só a beleza não te  completa. A beleza que você procura, pode estar bem longe do alcance dos olhos, escondida atrás daquele cabelo "medonho", ou dentro daquelas roupas horríveis. Um dia descobrimos que a beleza que nos completa, não é aquela que agrada aos olhos, mas sim a que agrada a alma e o coração...